A ROCHA É GRANDE ABSORVENTE DE CO2

Campo grande 16 de outubro de 2008.

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Transportando gás para cavernas onde se concentram rochas  é uma forma de  ajudar a reduzir as emissões de dióxido de carbono na atmosfera. As rochas absorvem uma enorme quantidade de gases de efeito estufa. Se os cientistas intervirem a absorção pode ser ainda maior.

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DESCOBERTA PERERECA DE FOGO EM FLORESTA BAHIANA

Campo Grande MS 13 de outubro de 2008.

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0,,15809291-FMM,00O animal mede 5,5 cm e vive na fronteira entre Mata Atlântica e Caatinga. Além da cor, o hábito de carregar ovos nas costas distingue espécie.

Quem der de cara com o anfíbio pode até pensar, por alguns instantes, que viu um dragão em miniatura. A cor vermelha-brasa é tão marcante que rendeu à perereca o apelido de "chama" -- ou, em latim, Gastrotheca flamma, para ser mais exato. O bichinho, natural de uma área da Bahia onde a Mata Atlântica se encontra com a caatinga, acaba de ser descrito oficialmente por dois pesquisadores brasileiros.

Os detalhes da descoberta estão em artigo na revista científica "Zootaxa", especializada em biodiversidade. A "perereca de fogo" foi encontrada na serra da Jibóia (município de Santa Terezinha) por Flora Acuña Juncá, da Universidade Estadual de Feira de Santana (BA), e teve sua anatomia estudada em detalhes pelo doutorando em zoologia Ivan Nunes, do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Peculiaridades

Duas coisas um tanto misteriosas cercam as pererecas Gastrotheca. O primeiro é justamente o fato de existirem sete espécies "perdidas" na Mata Atlântica, quando há dezenas de outras... nos Andes, a quase 1.500 km de distância. "O que se imagina é que havia uma ligação entre a Amazônia e a Mata Atlântica, permitindo que as espécies chegassem até aqui", explica Nunes.

O outro detalhe esquisito é a presença de uma bolsa, que lembra a dos cangurus, nas costas das fêmeas. Os ovos são carregados ali dentro até completar seu desenvolvimento, um cuidado com a prole incomum entre anfíbios. Aliás, o nome Gastrotheca (bolsa no estômago, em grego latinizado) é um erro, já que o marsúpio fica nas costas. "A gente brinca que ela deveria se chamar Dorsotheca", diz Nunes.

Reinaldo José Lopes Do G1, em São Paulo

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Uva-ursina

Campo Grande 12 de outubro de 2008

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uvInfecções urinárias, doenças inflamatórias da bexiga e da próstata. A uva-ursina, assim chamada por constituir a base da alimentação dos ursos, promove e assegura a saúde da função urinária.

A uva-ursina é um subarbusto oriundo do Norte da Europa e da Ásia, que actualmente se encontra disperso pelas matas do Hemisfério Norte, Europa e América do Norte. Pode atingir um metro de altura, embora o porte médio se situe nos 30 cm. De caules longos mas rasteiros, a uva ursina tem pequenas folhas perenes, inteiras, carnudas e verde-escuras; as flores são branco-rosadas e dispõem-se em grupos de 3 a 15, nas extremidades dos eixos gerados no ano anterior, e os frutos são pequenas bagas vermelhas.

O nome “uva-ursi” é a expressão latina para uva-de-urso, adoptada não só porque os ursos comem as bagas da planta, mas também provavelmente porque o seu sabor desagradável as tornas impróprias para consumo humano e apropriadas à alimentação destes animais.

Tradicionalmente, as folhas e as bagas desta planta sempre foram utilizadas pelos povos indígenas de latitudes nórdicas. Os nativos americanos combinavam as folhas secas de uva-ursina com folhas de tabaco e fumavam-nas como narcóticos ou para acalmarem dores de cabeça. Era habitual ainda prepararem tónicos e infusões diuréticas para tratamento de infecções nas vias urinárias, doenças venéreas, dores de costas, e excesso de peso.

Defensora do tracto urinário
Comercialmente, as folhas de uva-ursina são actualmente utilizadas em alguns países, como a Suécia, Noruega e Dinamarca, para curtir peles e couros, por possuírem um teor elevado de taninos. A infusão das folhas de uva-ursina tem, de facto acção diurética, anti-séptica e anti-inflamatória sobre as vias urinárias, devido à presença de glicósidos flavonóides e arbutina.

Como tomar?
No caso de uma infecção urinária e da presença de urina pouco ácida poderá optar por uma decocção, feita com 50 a 60 gramas de folhas secas e trituradas de uva-ursina, humedecidas previamente durante 3 a 4 horas, fervidas durante cerca de 15 minutos em 1 litro de água. Deve beber uma chávena desta decocção de 3 em 3 horas. Para pessoas com estômagos sensíveis, e como a planta é muito rica em taninos, pode reduzir-se a gramagem para metade, ou até preparar uma maceração (o que implica apenas a demolha das folhas em água por um período de 24 horas), utilizando 50 g de folhas. Depois de coada a solução pode ser ligeiramente aquecida e tomada na posologia de 3 a 4 chávenas por dia. De referir que, neste caso, o efeito curativo da preparação é menos intensivo.

Existem ainda no mercado tintura (1:10), extracto seco (5:1), e complexos de plantas sob a forma de cápsulas que podem ser tomados, na posologia de 50 gotas, 1 a 2 vezes por dia, 0,3 a 1 g diárias, e de acordo com as instruções do fabricante. Diversos preparados farmacêuticos à base de extracto de uva-ursina poderão também ser receitados pelo seu médico, de acordo com a situação.

Toma e contra-indicações
As preparações com folhas de uva-ursina não devem ser administradas conjuntamente com medicamentos que acidifiquem a urina, pois estes reduzem o efeito antibacteriano das mesmas.

O tratamento com uva-ursina não se deve prolongar por mais de 8 a 10 dias seguidos, devido ao alto teor de taninos presente nas folhas. No caso de necessidade poderá ser repetido após algumas semanas de intervalo, mas no limite máximo de 2 a 3 vezes por ano. Pela mesma razão pessoas com sensibilidade gástrica, mulheres grávidas ou a amamentar, e crianças não devem ingerir preparações de uva-ursina. A sobredosagem poderá originar náuseas, vómitos e dores de estômago, e comprometer o saudável desempenho de órgãos como o fígado e os rins.

 

Por: Pedro Lôbo do Vale *
* médico